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Divulgue a República do Livro
A idéia de criar um espaço, que possa funcionar como central de informações sobre o livro, não é nova nem recente. Já tivemos, no passado, várias experiências nesse sentido, em forma de jornais e revistas. Mas, pelo crescimento do mercado editorial, nenhum órgão impresso poderia dar conta da quantidade extraordinária de títulos que são lançados por mês no Brasil.
Num espaço virtual, poderemos realizar nossos propósitos de forma exaustiva, sem excluir nenhuma editora e nenhum autor independente.
Ao mesmo tempo, pela divulgação do livro, estaremos realizando o sonho de levar a cabo uma campanha de incentivo à leitura, por intermédio da promoção de debates sobre temas atuais e urgentes relativos à educação e à cultura de nosso país, bem como sobre nossa realidade social, política e econômica.
Na república do livro, a crítica se construirá pelo entrecruzamento das opiniões sempre bem fundamentadas pela investigação e leitura rigorosas.
Nas seções de entrevistas e debates, indicaremos material bibliográfico para o aprofundamento da discussão. O mesmo tema poderá permanecer na roda por vários dias, com a participação de convidados especiais e sempre com a abertura para as intervenções dos interessados, que poderão enviar suas perguntas aos convidados. A leitura será a referência principal. Sem ela, a crítica tornar-se-á frágil, superficial e, com freqüência, leviana.
Todos estão convidados à República do Livro, sem exceção. O pressuposto da igualdade de condições, no entanto, será contrabalançado pela desigualdade dos que leram mais e dos que leram menos, o que, obviamente, enriquecerá ainda mais a República do Livro. Pois, os primeiros poderão indicar aos outros suas experiências, suas descobertas de leituras.
Além dos leitores, os profissionais do livro também terão seu lugar de destaque na República do Livro. Editores, livreiros, escritores, profissionais do ramo em todas as fases do processo de produção do livro, desde o fabricante de papel até a arte final e impressão. Temas ligados às dificuldades de edição, comercialização, feiras, prêmios literários, estarão também sempre postos em discussão.
Só ficará fora da República do Livro quem considerar que o livro e a leitura não são importantes.
Nosso maior sonho é o de que a crítica seja possível sem a destruição, sem melindres e que sirva de estímulo ao aprofundamento da análise, a sua retomada, reconstrução, ponderação e, acima de tudo, possa servir de incentivo a novas criações.
Milton Meira do Nascimento milton@republicadolivro.com.br
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